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COVID-19

COVID-19

On Março 19, 2020, Posted by , In recursos, With No Comments

A Organização Mundial de Saúde declara Emergência Global: Uma revisão do novo coronavirus (COVID-19)

Este artigo, como outros, está disponível sem restrições de acesso, considerando o estado actual da situação que vivemos e a importância, ainda maior, de termos acesso a informação o mais desprovida de enviesamento possível. Só dessa forma poderemos todos manter-nos atentos, cuidadosos e seguros sobre como agir, não apenas para nossa própria protecção, mas para protecção de todos. Os mais vulneráveis, tenham eles meses ou centenas de meses, são todos pessoas. E são estas pessoas que precisam mais dos nossos cuidados. 

Deixamos algumas informações que nos parecem muito importantes, publicadas no artigo. Devem contudo consultar o original na referência indicada no final do texto.

RESUMO 

Um surto de pneumonia sem precedentes, de origem indeterminada emergiu na cidade de Wuhan, na China, em Dezembro de 2019. Um novo coronavirus foi identificado como o agente causador e depois designado COVID-19 pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Considerado uma síndrome respiratória  relativamente severa (SARS) e Middle East síndrome respiratória (MERS), o COVID-19 é causado pelo betacorinavirus chamado SARS-CoV-2 que afecta o tracto respiratório inferior manifestando-se como pneumonia nos humanos. Apesar da contenção global e dos esforços de quarentena, a incidência do COVID-19 continua a aumentar, com 90 870 casos laboratoriais confirmados e mais de 3000 mortes pelo mundo (à data da publicação deste artigo). Como resposta a este surto global, sintetizamos o estado actual do conhecimento acerca do COVID-19.

INTRODUÇÃO

(…) Wuhan é a cidade mais povoada da China central, com um total de habitantes que ultrapassa os 11 milhões. Os sintomas principais destes pacientes foram essencialmente tosse seca, dificuldades respiratórias, febre e “infiltrações” pulmonares bilaterais em imagiologia. (…) Até à data, a maioria dos pacientes infectados desenvolve sintomas moderados tais como tosse seca, garganta irritada e febre. A maioria dos casos resolveram-se espontaneamente. Alguns, contudo, desenvolveram complicações fatais. 54.3% dos infectados são do sexo masculino com uma idade média de 56 anos. Os pacientes que requereram cuidados intensivos eram mais velhos e tinham múltiplas co-morbidades incluindo doença cardiovascular, endocrina, digestiva, e respiratória. Aqueles em cuidados intensivos também reportaram mais frequentemente dificuldades respiratórias, tonturas, dor abdominal e anorexia.     

Ilustração da disseminação geográfica dos casos confirmados de COVID-19,
à data de 3 de Março de 2020

Transmissão Viral e disseminação

O conhecimento actual deriva sobretudo do estudo de outros coronavirus transmitidos entre humanos. Tipicamente, os vírus respiratórios são mais contagiosos quando o paciente apresenta sintomas. Contudo, várias evidências indicam que a transmissão também pode ocorrer durante o período de incubação, quando o paciente está ainda sem sintomas, período que se estiam durar entre 2 a 14 dias.   

Prevenção

Várias organizações, incluindo a OMS e o CDC (Centres for Disease Control and Prevention) têm divulgado recomendações quando à prevenção. Recomendam evitar viajar para zonas de elevado risco, consumo de carne proveniente de regiões onde exista o vírus. Medidas básicas de higiene são também recomendadas, incluindo a lavagem frequente das mãos e a utilização de máscaras faciais.

Diagnóstico

As características clínicas do COVID-19 incluem tosse seca, febre, diarreia, vómitos e dores no corpo.Pessoas com múltiplas comorbidades (outras doenças) estão mais susceptíveis a infecção severe e podem também apresentar lesões no fígado. A OMS e o CDC recomendam a realização de testes laboratoriais aos pacientes de quem se suspeita infecção.

Tratamento

O tratamento de primeira linha para a febre inclui antipiréticos, tais como paracetamol, e anti-expectorastes para tosse seca (guaifenesin). Situações mais graves implicam tratamentos mais complexos.

Taxa de Mortalidade

A taxa de mortalidade actual para o COVID-19 é aproximadamente de 3.4%, em comparação com os 9.4% para o SARS e 34.4% para o MERS (Middle East respiratory syndrome). Até à data o COVID-19 demonstrou um período de incubação de 5.2 dias e uma duração média entre o início dos sintomas e a morte de 14 dias. Pacientes com idade igual ou acima dos 70 anos apresentam uma duração média mais curta, 11.5 dias, sinalizando a vulnerabilidade particular deste grupo etário.  

As consequências gerais do COVID-19

A China integra praticamente todos os sectores da economia global. Enquanto nação com o maior número de população no mundo, a China já se debateu com vários surtos epidémicos, incluindo a SARS em 2003. Nessa altura, porém, a produção de bens provenientes da China estava no ordem dos 4% – actualmente, esse número aumentou para 17%. A diferença determinante entre o COVID-19 e a SARS é a rede complexa de fornecimento na qual a China envolvida.    

Conclusão

Talvez seja claro que a quarentena, por si só, não seja suficiente para prevenir a disseminação do COVID-19 e o impacto global desta infecção viral é extremamente preocupante. Continua a ser necessária mais investigação para compreender a transmissão entre pessoas e animais e pessoas, para facilitar o desenvolvimento de uma vacina. É evidente que o potencial pandémico do COVID-19 exige vigilância e monitorização de modo a identificar e prever a adaptação aos hospedeiros, evolução, transmissão e patogenicidade. Estes factores vão determinar as taxas de mortalidade e o prognóstico.    

Referência:

Shorabi, C., et al. (2020). World Health Organization declares global emergency: A review of the 2019 novel coronavirus (COVID-19). International Journal of Surgery, 76, 71-76. Doi: 10.1016/j.ijsu.2020.02.034


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